Esse mês, o Ministro da da Battisti militou no grupo autonomista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC!) na Itália dos anos 70. O terrorista viveu em diversos países clandestinamente e foi condenado por quatro crimes.
Deixou a clandestinidade quando o então presidente francês François Miterrand lhe concedeu asilo político, negando sua extradição à Itália. Quatorze anos depois, quando Battisti já era um escritor policial e mantinha uma vida estável em Paris, a Itália refez o pedido de extradição à França, dessa vez concedida pelo então Ministro dos Interiores Nicolas Sarkozy. Refugiado no Brasil, Battisti foi preso um ano depois, no Rio de Janeiro.
A Itália, que teve seu pedido de extradição do terrorista negado, entrou com ação no STF pedindo para ser ouvida no caso Battisti.
Curioso é o fato de que Battisti foi representado no processo pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, petista de carteirinha e grande amigo da turma lá de cima. Isto lembra muito o caso dos estudantes de medicina da USP, onde o advogado de defesa, Márcio Thomaz Bastos, interrompeu a ação um dia após ser nomeado Ministro da da InJustiça, anterior ao Tarso.
Lista de Crimes Cometidos por Battisti
6 de junho de 1978 - Udine, Antonio Santoro, marechal da Policia penitenciária; Battisti foi o executor material.
16 de fevereiro de 1979 - Santa Maria di Sala, (Veneza), Lino Sabbadin, açougueiro; Battisti foi cúmplice do autor material do crime, Diego Giacomini.
16 de fevereiro de 1979 - Milão, Pierluigi Torregiani, joalheiro; Battisti foi condenado como co-ideador e co-organizador
19 abril de 1979 - Milão, Andrea Campagna, agente da DIGOS (polícia); Battisti foi o executor material do homicído.
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